terça-feira, 25 de novembro de 2008

Livre



Perco-me por entre memórias da minha imaginação
Ruelas frias e escuras,
Por onde o vento uiva como uma dor agonizante
A minha dor…
Caminho em direcção a nenhures à procura do meu amor
Que está em lugar algum e em todo o lado ao mesmo tempo.
Para onde olhe, vejo-te a ti, para onde vá não te encontro
Sento-me neste banco isolado, num jardim abandonado
Sou apenas mais uma solitária que perdeu o seu lugar ao sol
A sombra cresce acima de mim e envolve-me num manto negro
Ao meu coração não permite que bata livremente,
Acompanha-me para onde quer que eu vá,
Mas continuo na tua procura nesta batalha que travo todos os dias, numa guerra sem fim.
A noite cai, o Sol dá o lugar à Lua, as estrelas cintilam no céu
Olho para cima na esperança que, por ventura, uma qualquer estrela chore de tristeza
E as suas lágrimas te indiquem o caminho até mim.
E finalmente libertes o meu coração desta sombra que o aprisionou,
Para, de novo, bater livremente de amor por ti.


Foto retirada de: photo.net/photos/Denis Grzetic

4 comentários:

Clara disse...

Sou apenas mais uma solitária que perdeu o seu lugar ao sol

Com estas palavras, de certeza que não perdes o lugar ao sol e no coração de quem te acompanha.

Bejinhos do tamanho do universo

Edu disse...

e resoltou?

Morgana disse...

Às vezes somos como fantasmas cegos, de braços estendidos, palpando o ar à procura...
E tanto desejariamos que um céu, uma estrela, fizessem por nós o milagre de um regresso esperado...
Espero que esse milagre aconteça para ti!

Beijos

kris disse...

como nos libertamos dos nossos fantasmas??as vezes pensamos que estamos livres..e no fundo não estamos.
tentar viver um dia de cada vez...tentando não pensar no pior, e valorizarmos quem somos....olha que por vezes resulta....

um beijo